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Call Me By Your Name e minha interpretação do filme


(talvez tenha spoilers)

Finalmente, depois de muito procurar e de muito desejar o vazamento do filme na internet, eu consegui assistir ao novo "hit movie" do momento, o famoso "Call Me By Your Name". O filme vem quebrando a internet desde meados de novembro de 2017 e tirando o fôlego, não só de celebridades, mas amigos próximos, e eu precisava ver o que ele trazia de tão interessante pra essa sociedade que pouco reconhece os filmes de temática LGBTQs.

O filme que começa (como ele mesmo mostra) em algum lugar na Itália, na década de 80, traz Elio, um garoto de 17 anos aproveitando o verão com sua família, até que um convidado de seu pai, Oliver, chega para ficar seis semanas com eles e segundo a sinopse, Elio desenvolve uma atração por Oliver. Ok, até aí, admito que a sinopse não havia me cativado tanto, até porque essa história de adolescente se apaixonando por amigo de pai e o maior drama clichê acontecendo é o que mais existe na industria midiática gay. Mas o filme, que é independente, se mostra mais que isso conforme vai desenvolvendo a trama.

A primeira coisa que percebemos logo de cara é Elio se descobrindo e descobrindo sua sexualidade conforme sua atração por Oliver vai crescendo ao ponto de não conseguir mais escondê-la. Não até se entregar completamente e não negar quem és. A forma como a história aborda essa descoberta, o que me chocou, não foi promiscua. Não foi aquela coisa carnal que eu esperava, tolo e acostumado com a dramatização envolvendo casais homoafetivos. Havia sentimentos, curiosidade e paixão. Tudo aquilo que vivenciamos em nosso primeiro amor.

Como se passa em uma década onde ser gay não era muito bem visto, eu já esperava a cada momento de afeição entre os dois rapazes que os pais dele entrassem proibindo eles daquele "amor verdadeiro". O que me fez amar mais o filme, pois ele quebra todas as expectativas clichês que você já esperava. Conforme nós assistimos, nos colocamos cada vez mais no papel do Elio e voltamos ao tempo onde descobrimos sobre sexo, sexualidade, masturbação, primeiro amor e nos perguntamos, assim como Elio, se somos doentes por fazer o que fazemos aos 15, 16 e 17 anos, seguindo os nossos instintos da puberdade. É isso! O filme vai além de um amor de verão. É uma representação de uma puberdade. A famosa fase dos descobrimentos.

O filme vai passando, as coisas vão esquentando e na minha cabeça não saía a ideia de que tudo aquilo ia ser estragado por alguma cena de preconceito, homofobia ou ódio. Mas cá estou eu, novamente, tolo e cego. Percebo que sou Elio. Percebo que o filme foi muito além de mostrar o que eu esperava. Mostrou meus descobrimentos, meu primeiro amor, minha primeira masturbação, minha primeira vez, minhas curiosidades e afins. Um filme belo (aqui entra meu senso crítico de "quem sabe nada de cinema mas acha que abala") que traz uma fotografia bela e uma trilha sonora pra lá de cativante. Call Me By Your Name me mostrou muito mais do que eu esperava. 

E conforme Elio entendia em meio a diálogos, eu entendia junto. Eu compreendia, junto a ele, a sentir qualquer sentimento que esta batendo no peito. Qualquer dor, qualquer arrependimento, felicidade, amor, tristeza... Qualquer sentimento. Eu entendia que deveríamos deixar isso passar porque é isso que a natureza (eu roots) nos oferece pra vivenciar. Isso que nos toca, está aqui por algum motivo e negar e disfarçar não vai adiantar de nada. Vivenciar a dor de perder seu primeiro amor, não te atrasa, te move em direção ao futuro. Te ensina. E definitivamente, Call Me By Your Name me ensinou com a minha representação.


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Para de negar a sua tristeza!!

Depois de tentar de tudo, desde as milhares dicas de pseudos-psicólogos na internet até músicas animadas e também do meu melhor amigo me obrigar a respeitar esse momento, eu decidi me entregar a bad quando tenho essas crises e percebi que isso me fez bem. Muito bem, aliás!

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Como se vestir: Festas de dia


Eu estou muito com essa coisa de festas diurnas na minha cabeça desde quando uma amiga minha me pediu dicas para montar um look de casamento que ia acontecer à tarde. E aí me veio algumas questões como "pode usar preto?" "pode usar brilho?" e decidi pesquisar e trazer mais um post nessa categoria de como se vestir pra esse tipo de ocasião.

Lembrando que eu montei essas listas de looks para inspiração pensando em festas em dias de verão e já pensando em festas que acontecem do meio dia às seis da tarde, beleza? Dito isso, vamos as minhas dicas e espero que curtam.

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Itens do momento: Jeans + Couro

Eu já falei aqui no blog que não importa a temporada, o jeans nunca sai de moda, muito pelo contrário ele sempre se re-inventa. E dessa vez não é diferente! A peça que está sendo uma das prioridades nas outfits de fashionistas (eu tô tentando achar uma palavra melhor pra descrever pessoas que amam moda, ajuda?) além de estar sendo colocada de diversas maneiras, vem acompanhada do couro.

Pensando e pesquisando muito sobre essa questão de combinação de re-inventamento do jeans e da junção do mesmo com o couro, decidi trazer pra vocês algumas maneiras de combinar as peças e como adaptar sua peça jeans para um look atual.

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